Mas então não fica assim, não
precisa dizer nada, só não me deixe faltar aqueles abraços silenciosos pra
calar a boca de quem me mandou ter calma contigo. Agora que eu me perdi,
só preciso de você me dizendo que amanhã ainda vou te achar no mesmo lugar, se
eu procurar. Eu te quero, na medida do impossível. Pega no meu
queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim,
qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por
você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais
nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande
apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas
são assim mesmo, o amor invade pela boca
enquanto a gente se olha e fica rindo.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros. Não me perturba assistir tua dor nem acompanhar teu gás. Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Entendo que cada momento tem seu preço, prazo e recompensa. Reaprendo a aproveitá-los. Sempre que paro pra me ouvir, boto fé em nós. Ontem eu pensei seriamente em aceitar suas vírgulas, se você não encucar com minhas reticências. Quem sabe assim a gente permaneça cada dia mais perto, e tão longe de um ponto final...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Veja bem. Não tô dizendo que superei, as feridas estão comigo, servindo de baliza pra reconhecer esse lado quente e fresco das coisas. Mas eu preciso ir, não posso falar contigo agora. Tenho pressa de apertar o play. Dá licença? Então sai debaixo da minha sacada. E da próxima vez que sair na chuva, vê se antes aprende a se molhar.
sábado, 17 de dezembro de 2011
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